quarta-feira, 10 de maio de 2017

CRISE INSTITUCIONAL E PRIVILÉGIOS

O embate entre procuradores e políticos e seus aliados no STF tem causado sérios prejuízos ao país. Isto compromete profundamente as investigações contra notórios e reincidentes corruptos que não só comandam a estrutura política nacional, como se articulam com setores criminosos da iniciativa privada. E esses, por sua vez têm laços estruturais com o Judiciário.
Alguns analistas alegam que essa crise institucional é boa para o país e para promover o aperfeiçoamento de nossas instituições, fortalecimento da democracia. Há quem discorde. E com razão. Pois quando se analisa a dinâmica desse conflito institucional, verifica-se com nitidez um jogo para manter privilégios e preservar interesses criminosos de setores  notoriamente corruptos, que se mantêm no poder há décadas.
Portanto, não há, de fato, o desenvolvimento institucional. Há, sim, um grave embate jurídico e político no qual quem mais fatura são os grandes escritórios de advocacia que orbitam interesses supremos. Para usar uma metáfora. E que utilizam de todos os artifícios e artimanhas jurídicas que o próprio sistema político produziu historicamente para preservar a manutenção de interesses dos poderosos.
O argumento de prisões preventivas alongadas, expresso pelo comandante jurídico desse processo de proteção aos criminosos, colocado já há algum tempo, informava que havia uma articulação poderosa a caminho para libertar condenados em primeira instância.
É sabido que o Supremo deverá prolongar o processo de análise e julgamento desses poderosos e bilionários corruptos. O STF tem suas razões e, mais, inegável sobrecarga de trabalho.
O que é inaceitável é a manutenção de privilégios de criminosos mais nocivos à sociedade e à economia nacionais, quando há milhares de presos comuns esperando, em situação de prisão provisória, em primeira condenação.
Numa democracia verdadeira, privilégios e deveres devem ser mantidos de forma equânime. E não desigual, como acontece por aqui.
Recentemente o ex presidente do STF, que presidiu o julgamento do Mensalão, irmão mais velho do Petrolão, mas filhos do mesmo pai e mesma mãe, Ayres Britto, afirmou que os criminosos políticos e seus aliados na iniciativa privada são muito mais nocivos e perigosos do que as grandes facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.
Causa espécie e até asco assistir esse espetáculo trágico de proteção a criminosos, em detrimento do interesse social, da moral, da ética e da preservação de valores cívicos e republicanos.
Infelizmente, quem poderia investigar e mudar o judiciário seria o Congresso, que está cada vez mais sem força e submisso a grupos que controlam os partidos com mão de ferro, impondo sua vontade ao chamado baixo clero. E nada mudará.
A reforma política deverá avançar mais rapidamente ainda, agora que chefões voltarão para suas mansões com tornozeleiras eletrônicas de última geração, leves e belas, como uma jóia. Receberão em casa cabelereiros e personal trainers, além de aproveitarem para usar privadas verdadeiras, ao invés do buraco no chão.
Usarão sua influência para aprovar, já para as próximas eleições, a lista fechada, que lhes garantirá a impunidade-imunidade; o fundo eleitoral, verba bilionária, que alimentará a gana dos controladores dos grandes partidos; a cláusula de barreira, para submeter os pequenos à vontade dos grandes.
E ainda, muito provavelmente, um redesenho partidário, para fugir de multas milionárias que a justiça eleitoral tende a aplicar, como já fizera com o PP.
O argumento de que há muitos partidos, sem identidade programática é falso, pois nenhum tem programa verdadeiramente ideológico. A justificativa é o controle do mercado eleitoral utilizando dinheiro público, já que a grande financiadora, que nunca gastou um centavo de seu caixa próprio, o maior partido do país , o da Odebrecht, está sem condições de comprar mandatos.
Teremos muitas decepções ainda, mas o Brasil continua entorpecido, não se sabe até quando!


quarta-feira, 5 de abril de 2017

REFORMAS - AVANÇOS E RETROCESSOS

O processo político nacional tem se caracterizado por crises crônicas, com altos e baixos, muitas idas e vindas, mas sem resultados práticos e nada de objetivo.

São muitas questões que estão sendo debatidas, com intensidade e interesse variados. Como a reforma previdenciária, a reforma política e a reforma tributária, além de outros temas menos relevantes para a sociedade, mas importante para os parlamentares, como a discussão sobre o foro privilegiado, e sobre o abuso de autoridade.

Temas relevantes como a reforma da previdência marcaram muitas discussões na comissão especial. Não houve consenso.  A proposta do governo, além de ser dura e até radical, penaliza o trabalhador comum, mas favorece corporações do setor público e os militares, principalmente.

Em política, as negociações, para serem bem sucedidas, têm que ser mais flexíveis e a lógica do ganha/perde precisa ser bem digerida: quem perde agora, sabe que pode ganhar lá na frente, e vice versa. Não é o que o governo está propondo. 

No senado, haverá, tudo indica, uma CPI da previdência, que dará palco e visibilidade a políticos de oposição à proposta e que podem se cacifar para se reelegerem em 2018.

Mantida essa forma de negociação, o governo não conseguirá aprovar sua proposta. O grande mérito dessa questão  foi a colocação do problema previdenciário em discussão com o parlamento e com a sociedade. Evidentemente,  a previdência social é fundamental para a paz social e a garantia da manutenção de direitos conquistados a duras penas pelos trabalhadores.

Mas enquanto não se gerar emprego, não será possível pensar na manutenção desse modelo previdenciário. O que significa que a estabilidade futura depende do crescimento econômico no presente.

 Como a economia não reage de forma suficiente para conter o desemprego, do ponto de vista estratégico, é inviável essa reforma. Necessária, mas inviável, nesse momento, com essas condições.

Haverá muito discussão. O debate tem seu mérito, trará à tona a realidade do sistema previdenciário brasileiro.  O governo argumenta que o sistema está em  estado pré-falimentar, outros setores alegam que é problema de gestão, que a previdência não está quebrada. Falta coragem política para fazer reformas estruturais, pelo jeito.

Espera-se  que propostas factíveis sejam apresentadas, analisadas com responsabilidade e decisões corretas sejam tomadas e implementadas, claro.


sexta-feira, 24 de março de 2017

DESAFIOS DA AUTO LIDERANÇA



Atualmente, muitas pessoas fazem uma reflexão filosófica profunda, sobre questões existenciais e profissionais. Muitas vezes, essas pessoas sentem uma sensação difícil de explicar, não é angústia, nem ansiedade.
Apenas sentem que precisam mudar sua agenda existencial, sua rotina  - e até ficar à deriva, eventualmente, ou ligar o dane-se, por algum tempo, como dizem alguns argutos observadores.
Realmente, precisamos relaxar um  pouco e avaliar nossas conquistas com olhar distanciado, sem muita autocrítica ácida e exigente, como costumamos fazer, em relação a nós mesmos.
Com o passar do tempo, é necessário analisar como  percebemos a realidade, como vemos as coisas à nossa volta. Muitas vezes, não conseguimos entender a complexidade dos processos existenciais, nem explicar para nós mesmos, porque cada pessoa tem uma trajetória diferente e intensa. Mesmo que, aparentemente, seja uma pessoa que rotulamos como vazias, sem noção, sem futuro. Mas que, como nós, tem vinte e quatro horas à sua disposição.
  Os conflitos existenciais nos levam, cada vez mais, a exigir de nós mesmos, mais intensidade. E a nos cobrar mais sentido para a vida. Ainda que esse sentido seja focado em mais consumo de bens materiais, em mais conquistas, em mais realizações em mais reconhecimento, em mais admiração, em justificativas variadas para todas nossas decisões, ou omissões.
Na prática, o que a vida oferece são muitas oportunidades para realizar projetos pessoais, mas cobra definição de objetivos e planejamento de ações.  Custa caro, não deixar a vida nos levar e sim dirigir nossa caminhada rumo a objetivos, sonhos, desejos, realizações. Ser autônomo existencial é um grande desafio de  auto liderança.  Somente alguns conseguem.
Ouvimos muito pessoas instruídas falarem sobre liderança. E isso é importante, pois aprendemos bastante com os mais experientes e com os que estudam o assunto.
Mas – sempre existe um porém -, o que importa mesmo, é como percebemos a vida. 
A maioria das pessoas estuda e segue a trilha programada pelas instituições e pelas autoridades, quer sejam os pais,  o Estado, ou organizações sociais.
O conflito maior  está localizado precisamente na não aceitação de modelos pré-determinados, de scripts ultrapassados. E há um grande vazio existencial, um verdadeiro oceano de dúvidas à frente.
 Mas as oportunidades de construção de novas trilhas e pavimentação de caminhos inéditos também são imensas.
O problema está exatamente no requisito básico da auto liderança, que é ter autonomia e consciência de que nos momentos de tensão, de  mudanças de caminhos, é preciso visualizar o futuro e construí-lo passo a passo, com determinação e inteligência.
Há, portanto, um preço a ser pago. É preciso ouvir a consciência, a pulsão do coração e abrir os olhos para as oportunidades e fazer diferente, sem medo de errar, mesmo correndo risco de errar. A possibilidade de acertar é maior do que as alternativas negativas. Viver atualmente é tão desafiador como foi há séculos passados, mas hoje temos mais informação, mais tecnologias, mais inteligência aplicada, mais alternativas para escolher caminhos e fazer um percurso existencial inovador e completamente diferente dos outros. Lidere a si próprio!
Essa é a recomendação da vida para  todos nós.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ALINHAMENTO ESTRATÉGICO: PESSOAS E ORGANIZAÇÕES


As atuais difíceis condições de vida levam o indivíduo a desenvolver estratégias especializadas de ação para conseguir uma posição no mercado. O acirramento da competição e a diminuição da oferta de vagas no mercado de trabalho tradicional caracterizam um ambiente social tenso e excludente.

 As incorporações de novas tecnologias aos processos produtivos e gerenciais demandam nova formação profissional. A interpenetração maciça de valores culturais heterogêneos, de interesses econômicos diversos e a disseminação conflituosa de padrões comportamentais globalizados produzem uma cultura gerencial multidisciplinar e contraditória. Além de imprimir nova dinâmica às relações sociais, configuram uma cultura organizacional tensa e multiforme.

As profundas mudanças estruturais que se verificam em, praticamente, todos os setores do mercado revelam desníveis marcantes entre a oferta da força de trabalho e a demanda tecnologizada.   

A incapacidade de o Estado responder com agilidade às pressões do mercado denota um imobilismo aparente; na prática, ocorrem intensos esforços organizacionais visando à minimização de tais defasagens. A estrutura de ensino tradicional é ineficaz e incapaz de produzir o saber e as habilidades exigidas pela nova economia com a mesma intensidade da demanda.
Alguns setores respondem mais agilmente, mas os resultados são tímidos. A virtualização da economia se consolida e a emergência de uma cibersociedade se mostra inexorável, embora em condições  de desigualdades sociais profundas.

O acesso democrático à informação é questão estratégica, quando considerada do ponto de vista da soberania nacional, e esta se encontra sob pressões diversas decorrentes da interconetividade potencial que a nova ordem social internetizada estabelece.
Essa condição pode gerar desdobramentos imprevisíveis, fato que requer monitoramento constante do desenrolar dos acontecimentos, objetivando criar e manter condições efetivas de competitividade.

A sociedade brasileira é contraditória e desigual e, no que se refere à inclusão digital, a situação é grave. O país precisa, para se tornar competitivo nesta nova economia,  de minimizar ao máximo os assombrosos níveis de exclusão digital que o caracteriza. Uma conseqüência marcante desse processo é a concorrência entre grupos econômicos, em nível global, e a procura por cérebros capazes de elaborarem e implementarem projetos que alterem qualitativamente o status quo. Essa competição recrudesce e estimula novas e sucessivas corridas aos mercados tradicional e virtual. Por isso a qualificação técnica, o conhecimento do mercado competitivo e a formação gerencial são estruturas decisivas para os sucessos organizacional e pessoal. Isto significa que a competição pelo sucesso se sofisticará crescentemente e variáveis vinculadas ao relacionamento humano e ao conhecimento técnico tendem a se tornar hegemônicas na nova economia.

Vivemos a era do capital intelectual, da economia do conhecimento, das universidades corporativas e da hipercompetição entre organizações de todos os tipos. No entanto, o bem mais demandado é a pessoa bem preparada, dotada de habilidades cujas ações sejam capazes de produzir impactos setoriais, por meio  da aplicação de  ideias inovadoras e de ações empreendedoras. Essa nova etapa do capitalismo requer a participação de especialistas multidisciplinares, capazes de elaborarem  novas estratégias e de agirem de forma integradora.

Estes novos líderes serão agentes de integração sócio-organizacional e estarão, inexoravelmente, a serviço da sincretização cultural, em nível organizacional.
Deverão estabelecer novos padrões de consumo e de comportamento, que se reproduzirão via massificação, primando pela originalidade; ainda que tenham alcance setorial, ou, mesmo,
local . A realidade sócio-cultural se manifesta de forma muito complexa. Entretanto, pode ser, metodologicamente, apreendida por, pelo menos, três diferentes prismas:
a) pela lógica analítica que viabiliza a capacidade da globalização capitalista encampar todos os aspectos da vida;
b) pela lógica dos que percebem a capacidade de reação e negação à força da globalização e seu impacto sobre as microrrelações sociais, reforçando a ação das culturas locais;
c) finalmente, um terceiro foco  procura entender as interconexões culturais que se estabelecem a partir da interpenetração cultural, quer de origem exógena, ou de força motriz endógena e que resultam na consolidação de novas formas de interação e situações sociais transitórias, relações sociais efêmeras, circunstanciais, cujas conseqüências sociais e políticas, no longo prazo, ainda são imprevisíveis.

Essa realidade configura um cenário que permite a elaboração de um planejamento baseado em tendências, ou possibilidades reais. O que enseja a possibilidade de se monitorar a realidade, acompanhando o desdobramento dos fatos em relação aos objetivos almejados. Para tanto, é necessário a devida competência técnica, o domínio da tecnologia adequada e o competente envolvimento político e organizacional.

Enfim, é possível analisar a realidade social sobre vários ângulos. Todavia parece ser consenso que:

1) A forma de produção do saber e de sua aplicação no mercado de trabalho exige um novo modelo, cuja aplicação gere menos defasagens entre a teoria e a prática;
2) As relações entre as organizações que produzem o saber e as que o aplicam para a transformação industrial mudarão radicalmente;
3) A tendência predominante é não haver mais essa
dicotomia entre saber teórico e o conhecimento aplicado.

A aproximação entre quem produz e quem usa o saber
é cada vez maior. As empresas se aliam às universidades, via centros de pesquisa e projetos de cooperação especiais. Universidades vão ao mercado, por meio de Fundações e Centros de pesquisa, captando recursos capitalisticamente. A concorrência para vender o saber é comercial e seu mercado é multimilionário.

Nesse novo ambiente competitivo, as formas de ensino tradicionais, que preconizam a formação de um profissional desvinculado da realidade, preocupado apenas com a produção do saber teórico e com  a reflexão crítica descomprometida com a aplicação prática, parecem seriamente atingidas pela falta de recursos e, mesmo, do interesse político para a manutenção dessas estruturas formais de ensino.
Em contrapartida, surgem - no mercado – profissionais formados por instituições privadas, cujos serviços estão mais focados no treinamento, na preparação técnica e psicológica para a competição no seletivo mercado de trabalho atual. Assim, as corporações buscam, para ocuparem seus cargos de gerentes, profissionais, geralmente jovens, bem preparados tecnicamente e poliglotas, que dominem a linguagem informacional, e têm visão mercadológica da realidade.

Precisam produzir lucros e serem capazes de trabalhar sob grande pressão para produzirem resultados concretos. Esse é o ambiente de trabalho atual, em todos os níveis.
Mesmo em áreas consideradas mais leves, como a do lazer e do entretenimento, o perfil empreendedor prevalece, pois a dinâmica do mercado é intensa e a concorrência é global em praticamente todos os setores da economia. A incorporação de técnicas de marketing às ações individuais para a promoção pessoal tornou-se uma grande vantagem competitiva em um ambiente que prima pela anonimalização e pela conseqüente luta por um bom posicionamento no mercado.

. Marketing Pessoal e Posicionamento competitivo

O Marketing Pessoal está se tornando um complemento para  a formação profissional e o desenvolvimento pessoal, mais em nível autodidático, embora muitas Instituições de ensino profissionalizante já adotem essa disciplina, ou outras com conteúdo semelhantes,  e muitos autores publiquem livros sobre os diversos aspectos do tema. É possível que em poucos anos essa disciplina, que é uma especialização do Marketing aplicado à área de RH, seja incorporada aos programas de formação de pessoas nos cursos de Administração, de Psicologia, de Comunicação, de Ciência Política e outros, em nível de graduação. Marketing significa mercadejar, fazer o mercado, estimular relações de troca, de consumo. O marketing pessoal expressa a necessidade de promover a pessoa nos ambientes de negócios, no mercado.
O conceito de mercado deve ser entendido de forma mais abrangente e exprime a realização da vida, desde a concepção até a despedida. Todos os aspectos da vida, inclusive da morte, são ritualizados pelas diversas sociedades humanas. Para isso, são constituindo negócios e ambientes próprios, com serviços e produtos específicos e adequados para a concretização desses rituais, que se manifestam carregados de sentimentos variados, configurando o complexo e diversificado  mercado do marketing pessoal.

 A motivação pessoal, pelo sucesso, é inerente à vida humana. O ser humano desenvolveu todas as capacidades possíveis para atender suas necessidades e realizar seus sonhos.
A essência do capitalismo se expressa pelo acesso ao consumo e pela exclusão ao mesmo.

 E esse sistema agora se vê diante de um dilema estrutural: como manter a exclusão ao consumo se a concorrência entre os grandes oligopólios se intensifica? Esses imensos conglomerados precisam de consumidores para seus produtos e serviços, mas para consumirem precisam de renda. O desafio maior, em tese, seria eliminar a miséria e gerar condições de consumo e não manter a exclusão ao mesmo. Mas como fazer isso?

 São características da competição atual, poderosas estratégias de sedução, visando ocupação de espaço na mente do consumidor e a busca intensa por novos prospects – clientes potenciais-, ambos são fundamentais para a sobrevivência e preservação das empresas. A possibilidade de personalização do atendimento (customização), os novos mercados e negócios nos setores da logística, do varejo, do e-business, e-comerce, e-learning, “e-tudo”, viabilizam, em tese, o consumo total, mas exigem a democrática distribuição de renda para financiar o consumo em todos os níveis sociais e dinamizar a economia global e micro setorialmente.

 Esse é o cerne do conflito interno do capitalismo: criar mercados e incluir consumidores. Como fazer para isso se tornar realidade?
O presente mercado potencial de sete e meio bilhões de consumidores é um desafio moderno que os Oligopólios terão que vencer. Esse dilema é antigo, mas com o aparecimento da Tecnologia de Informação e comunicação como nova variável - ator decisivo nesse jogo, ele muda de configuração.
A Tecnologia de Informação viabilizou a Internet e seu impacto se estende por todos os setores da vida, e essa grande transformação está apenas no começo.

São imprevisíveis as consequências geradas pelas infinitas possibilidades de aplicação do saber e da tecnologia ao mercado de consumo. A diversidade social, a fragmentação de mercados em contraposição à massificação anonimalizante da globalização, e a crescente força de mercado do indivíduo consumidor, como estrutura social dotada do poder de escolha gerada pelo excesso de oferta entre os competidores, pode configurar um cenário de negócios complexo e multivariado, com um dinamismo e fugacidade sem precedentes históricos. Caminhamos para uma economia aprofundada exponencialmente do prisma da competição e cheia de possibilidades de crescimento para as empresas, desde que se dotem de saberes técnicos e competências gerenciais capazes de captar tendências de consumo, elaborem e programem as estratégias adequadas à sua sobrevivência. O que se prevê, para breve,  é o crescimento exponencial da competição e seu impacto contundente sobre todos os setores da sociedade.

A Cibersociedade demanda um novo ser social. A educação virtualizada e as técnicas de mercado aplicadas ao produto humano tendem a fortalecer a dinâmica dessa sociedade ciberespetacular, embora ainda existam grandes distâncias sociais entre as economias e as culturas nacionais. Surgirão novos serviços, novas aplicações a velhos saberes, como, por exemplo, a psicanálise aplicada às neuroses cibernetizadas e a nutrição aplicada aos alimentos transgênicos.

Politicamente, a bioética se estrutura, entre outras questões,  para avaliar o fenômeno da clonagem e seu impacto social. Essas mudanças configuram um novo e fascinante tempo, no qual a realidade social se enriquece fenomenologicamente e o ser humano fica vez mais perplexo ante a sua capacidade de gerar novas aplicações para o saber e sua incapacidade para resolver problemas sociais seculares.

O Marketing Pessoal é vital para o sucesso e para a felicidadede quem o usa bem e corretamente, pois permite a instrumentalização de poderosas redes de relacionamento e conexão, bem como o estabelecimento de estratégias de vida que levam à felicidade e ao sucesso pessoal.

O sucesso não se caracteriza apenas pelo fato de ganhar dinheiro, mas sim pela capacidade de realizar projetos pessoais relevantes. Ser bem sucedido é ser capaz de transformar um sonho relevante em realidade.
A intensidade da relevância depende de cada ponto de vista, cada pessoa tem o seu grau de relevância, que se expressa diferentemente em cada momento da vida, por isso o sucesso é relativo. O que é estrutural é o fato de que todos podem, durante sua vida, realizar seus projetos pessoais. Esse é o encanto maior do marketing pessoal.

Segundo Kazuo Inamori (livro Paixão pelo sucesso) a fórmula do sucesso é “entusiasmo versus maneira de ver”. Daí, o fato de cada pessoa poder resolver seus problemas pessoais.

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